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Por que falar em gestão de carteira contenciosa e não apenas em defesa processual?

1 de setembro de 2025

O contencioso de massa, especialmente em setores de consumo, não pode mais ser tratado como uma sucessão de processos a serem enfrentados de forma isolada. Para empresas que lidam com milhares de ações por ano, a defesa caso a caso é apenas uma parte da equação – e, muitas vezes, insuficiente para gerar impacto real nos resultados do negócio.

A verdadeira transformação acontece quando o jurídico passa a adotar uma visão de gestão de carteira.

Esse modelo organiza o passivo judicial como um todo, possibilitando análises baseadas em dados, identificação de padrões de litígio e criação de estratégias coordenadas para redução da carteira e controle dos custos envolvidos.

Essa abordagem permite:

  • Reduzir a quantidade de condenações, por meio de teses consistentes e uniformizadas.
  • Diminuir o valor das condenações pagas, com campanhas de acordo em escala e negociações parametrizadas.
  • Prever com precisão o impacto financeiro do contencioso, transformando relatórios jurídicos em informações úteis para a gestão executiva.
  • Identificar pontos de prevenção, conectando o contencioso a áreas como contratos, SAC, marketing e compliance.

Ao gerir o contencioso em escala, o jurídico deixa de ser apenas reativo e assume papel estratégico dentro da empresa. Essa mudança não só melhora a eficiência operacional, mas também fortalece a governança, traz previsibilidade financeira e gera economia expressiva.

“Mais do que defender processos, é preciso gerir a carteira como um ativo que impacta diretamente o negócio. Essa é a visão que guia a nossa atuação no contencioso de massa”, afirma Luis Gustavo Leão, sócio das áreas de Consumidor e Digital do Viseu.

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