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Integração para reduzir litigiosidade

7 de novembro de 2025

A maior parte das ações judiciais de grandes empresas são relacionadas a falhas de comunicação, inconsistências contratuais, ruídos no atendimento ou processos internos desalinhados. Quando o contencioso atua de forma integrada com áreas como Compliance e SAC, ele deixa de ser parte apenas da rotina jurídica e passa a compor a governança preventiva do negócio.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023 foram iniciados 35,2 milhões de novos processos, um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. Hoje, quase 84 milhões de processos estão em tramitação no país. Esses números mostram que agir apenas após o ajuizamento já é atuar com atraso.

Estudos indicam que mais de 25% das ações judiciais no Brasil decorrem de conflitos de consumo, mas apenas 11% passam por meios extrajudiciais de resolução antes de chegar à Justiça. Ou seja, há uma margem enorme para que o jurídico, trabalhando em conjunto com as áreas de atendimento, produtos e contratos, reduza a litigiosidade na origem.

Os dados de demandas judiciais são um mapa preciso das causas de risco. Eles mostram quais produtos, regiões ou canais de venda concentram litígios, permitindo que a empresa atue na raiz do problema. Ao compartilhar essas informações com as áreas operacionais, o jurídico transforma o contencioso em inteligência corporativa.

Essa integração se traduz em ações concretas: revisão de cláusulas que geram conflito, treinamento de equipes de atendimento, padronização de comunicações e campanhas educativas que reduzem reclamações e retrabalhos. É assim que o jurídico começa a gerar impacto não apenas no número de processos, mas na reputação e na eficiência operacional da empresa.

O contencioso de escala é cada vez mais um reflexo da qualidade dos processos internos. Quando o jurídico se conecta ao Compliance e às demais áreas da empresa, ele passa a agir antes do problema e a medir sucesso não apenas por sentenças favoráveis, mas pela redução de novas ações.