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Quais KPIs importam de verdade em contencioso de escala

31 de outubro de 2025

Em carteiras com milhares de processos, o volume de informações pode ser tão grande que o desafio deixa de ser “ter dados” e passa a ser entender o que realmente importa. Nem todo indicador traduz performance, e muitos relatórios acabam medindo esforço, não resultado.

O ponto de partida é definir KPIs que conectem o contencioso à estratégia financeira da empresa. De nada adianta acompanhar o número de petições se não houver clareza sobre o impacto disso no passivo, nas provisões e no caixa.

Entre os indicadores que mais geram valor, estão o tempo médio de ciclo processual, o ticket médio das condenações, a taxa de improcedência, o percentual de acordos vantajosos e o índice de encerramento de processos dentro do orçamento provisionado. Todos esses refletem eficiência, previsibilidade e capacidade de gestão.

Outra métrica essencial é a reentrada de demandas, que mostra se as causas estruturais estão sendo resolvidas ou apenas tratadas. Quando integrada a dados de áreas como SAC, Compliance e Contratos, ela transforma o jurídico em fonte de inteligência para o negócio.

Medir é mais do que contar processos. É traduzir riscos em números, resultados em decisões e dados em estratégia.

Fonte: Relatório Justiça em Números 2024 | CNJ