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O que as estatísticas de judicialização revelam sobre a gestão do contencioso de escala
Os números da judicialização em setores como telecomunicações, varejo, financeiro e saúde mostram mais do que o volume de processos. As estatísticas revelam padrões de comportamento do consumidor, falhas na cadeia de atendimento e riscos que impactam diretamente a estratégia do negócio.
Em 2023, o Brasil registrou 35 milhões de novos processos ajuizados, um aumento de 9,5% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, há 84 milhões de processos pendentes, dos quais 7,2 milhões envolvem demandas de consumo , um crescimento de 72% desde 2020.
Desta forma, um gráfico que indica que 80% das demandas em um setor se concentram em apenas três tipos de reclamação é um sinal claro de que a solução não está apenas no processo judicial, mas em ajustes internos que podem reduzir a entrada de novas ações.
Da mesma forma, estatísticas sobre disparidades regionais nas taxas de condenação ajudam empresas a realocar esforços e calibrar campanhas de acordo em escala com maior efetividade.
A análise de dados do contencioso de escala permite:
- Identificar tendências de litigiosidade antes que se tornem crises
- Mensurar o impacto financeiro das demandas mais recorrentes, ajustando provisões e fluxos de caixa
- Guiar ações preventivas, alinhando o jurídico a áreas como contratos, SAC, marketing e compliance
- Definir políticas de acordo com base em clusters de litígios, aumentando economia e reduzindo a carteira contenciosa
Mais do que apresentar números, gráficos e estatísticas precisam ser ferramentas de decisão executiva. Essa tradução permite ao diretor jurídico e ao CFO compreender o real impacto da judicialização sobre a empresa e agir para diminuí-la.
Quando bem utilizados, os dados transformam o contencioso de escala de um problema recorrente em uma oportunidade de prevenção, economia e governança fortalecida.
