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O que um dashboard de contencioso precisa mostrar ao CFO
Em empresas que lidam com contencioso de escala, não basta que relatórios descrevam volumes de processos, fases processuais ou decisões recentes. Esses dados, ainda que relevantes para a equipe jurídica, não atendem às necessidades de quem conduz decisões no nível executivo.
O CFO, em especial, demanda relatórios que traduzam o contencioso em indicadores financeiros claros e acionáveis. Um bom dashboard deve ir além da fotografia processual e entregar uma visão estratégica sobre o impacto no negócio.
Entre os pontos críticos que não podem faltar, destacam-se:
- Ticket médio de condenações: indicador que permite projetar impacto financeiro futuro e orientar provisões.
- Taxa de improcedência: medida objetiva da efetividade da defesa, comparável por região, produto ou tipo de demanda.
- Tempo médio de vida do processo: dado que orienta decisões sobre acordos, renegociações e políticas de prevenção.
- Projeção de contingências: estimativa do passivo futuro traduzida em impacto contábil.
- Efetividade de campanhas de acordo: percentual de economia obtido ao encerrar processos em escala.
Quando o CFO analisa um dashboard de contencioso, o que precisa enxergar são projeções, riscos e oportunidades – não apenas processos em tramitação. Essa tradução de dados jurídicos em informações financeiras é o que transforma o contencioso de escala de um centro de custo para uma ferramenta de previsibilidade e eficiência de capital.
Nesse contexto, o papel do jurídico é organizar o passivo em escala, analisá-lo com inteligência e entregá-lo em formato executivo. Assim, o contencioso deixa de ser tratado de forma reativa e passa a integrar a estratégia corporativa, fortalecendo a governança e apoiando decisões de investimento.
