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LUÍS MIRANDA REVERTE GOLPE NO PIX: SAIBA COMO SE PROTEGER
Nesta quinta-feira, o “golpe do Pix” ficou ainda mais famoso na internet a partir da notícia de que o deputado Luís Miranda teria sido vítima do crime. Apesar de a notícia revelar o tamanho da criatividade do brasileiro — para o mal, neste caso — é necessário estar atento para não perder dinheiro por meio das plataformas digitais. Mas afinal, que golpe é esse e como evitá-lo?
Em linhas gerais, esse tipo de golpe funciona a partir de uma conta de WhatsApp hackeada. Frequentemente, criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. De posse da lista de contatos, enviam mensagens a uma grande parte deles, perguntando sobre informações pessoais e pedindo dinheiro. Há ainda outras maneiras de invadir contas de WhatsApp, mas essa é um exemplo mais comum.
No caso de Luís Miranda, o celular hackeado em questão era o de Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados. De acordo com as informações divulgadas pela mídia, o modus operandi segue alguns desses passos: perguntar que tipo de banco a pessoa usa e pedir por uma quantia em dinheiro. Nesse caso, os criminosos chegaram até a enviar uma quantia em dinheiro ao deputado para passar certa “credibilidade” de que não se tratava de um golpe.
Como evitar?
Ninguém está totalmente imune aos golpes, mas é possível adotar uma série de medidas que contribuem para melhorar a segurança do próprio WhatsApp, como a autenticação de dois fatores.
Além disso, desconfie de informações recebidas por e-mail e números desconhecidos. Lembre-se de que bancos não pedem qualquer tipo de dado ou informação de clientes por telefone ou e-mail. Se receber um link de pagamento, verifique se trata-se de uma instituição confiável e não forneça sua chave Pix ou identificação para outros. Por último, fique atento aos comprovantes de pagamento enviados por pessoas que você não conhece.
Caí no golpe, e agora?
É importante lembrar que as instituições financeiras têm adotado uma série de processos e dispositivos de segurança para mitigar as fraudes bancárias — incluindo as que acontecem por meio do Pix. Boa parte das fraudes acontece por desatenção do cliente, e não necessariamente por causa de falhas de segurança dos bancos.
Infelizmente, se a fraude ocorrer por descuido do cliente, como o fornecimento de dados em canais que não sejam os da própria instituição financeira, é comum que não haja ressarcimento do prejuízo.
“Não custa lembrar que o usuário tem sua parcela de responsabilidade e o dever de adotar os cuidados devidos no fornecimento de informações pessoais e financeiras. Isso, inclusive, pode caracterizar culpa exclusiva da vítima, o que acaba afastando a responsabilidade das instituições financeiras”, alerta Ricardo Motta, do escritório Viseu Advogados.
Publicado por Exame